Desde pequenos e ao longo do nosso desenvolvimento vivemos e convivemos com diversos estilos e organizações familiares: temos a nossa própria família, tem aquela vizinha que tinha um gatinho com quem você brincava depois da escola; tem a família daquele amigo do colégio (a mãe dele sempre deixava vocês ficarem acordados até tarde); tem também a casa da sua tia do coração, onde você passava férias e ela fazia um chocolate quente como ninguém!

      Alguns adultos passaram pela nossa vida e nos ajudaram a construir nossa história e a entrar em contato com coisas novas, gostosas, difíceis ou importantes. A descoberta de um novo bairro, uma companhia para a primeira ida ao ginecologista, uma conversa sobre um, grande erro cometido, a procura pelo primeiro emprego ou um simples momento de estar junto. Convivendo com estas pessoas, ampliamos nossas experiências e exercemos nosso jeito de ser. Com estas pessoas, nos tornamos quem somos hoje!

     As crianças e adolescentes que moram nos serviços de acolhimento e estão afastados de suas famílias, com possibilidades remotas de retorno às suas casas (por diversos motivos), precisam mais ainda de adultos que os acompanhem. Apesar de construírem vínculos com adultos (educadores, técnicos, professores), a maioria destas relações se restringe ao período de acolhimento e ao tempo de trabalho na instituição – afinal, o vínculo construído é fundamentalmente profissional, o que dificulta a continuidade e durabilidade dessa relação. Quando saem do serviço de acolhimento e se lançam na vida adulta, muitos adolescentes se sentem sozinhos e não têm com quem contar para enfrentar os pequenos e os grandes desafios da nova fase de vida.

      O Apadrinhamento Afetivo é um programa que facilita a construção de relações próximas, afetivas e duradouras entre essas crianças e adolescentes com adultos! Estamos falando de um encontro carregado de carinho, vivências, descobertas e cuidado – mas também conflitos, frustrações, altos e baixos. Esse adulto não é e nem vai vir a ser pai ou mãe. Também não terá a guarda da criança, nem se comprometerá com uma contribuição financeira. A intenção não é oferecer uma casa e uma outra família a essas crianças e adolescentes, e sim proporcionar a convivência junto a outras pessoas e em novos ambientes sociais e comunitários. Padrinhos afetivos tornam-se figuras significativas que se comprometem a acompanhar crianças e adolescentes por um longo período de tempo (e, por que não, para sempre?).

      Nós do Instituto Fazendo História, assim como outras organizações sociais, nos responsabilizamos por formar, selecionar e acompanhar pessoas da sociedade civil que se identifiquem com esse projeto e que estejam disponíveis a mergulhar em uma relação de afeto, com compromisso e disponibilidade. Quer se envolver? Procure a organização que desenvolve o Apadrinhamento Afetivo em sua cidade! 

Assista ao nosso recém-lançado vídeo sobre o apadrinhamento: