No dia 27 de fevereiro de 2026, o Instituto Fazendo História realizou a quarta oficina do Projeto Redes de Conhecimento, com o apoio do FUMCAD (Fundo Municipal da Criança e do Adolescente), no Espaço Cultural Moringa, região do Butantã. O encontro teve como tema “O trabalho com grupo de irmãos: tecendo redes para preservar o convívio familiar” e foi direcionado aos profissionais que atuam nos Serviços de Acolhimento, Rede Socioassistencial e Sistema de Garantia de Direitos da cidade de São Paulo.
As especialistas convidadas para essa oficina foram Lara Naddeo: psicóloga (PUC-SP), mestre em intervenção psicossocial (Univ. de Barcelona), com formação em psicanálise da perinatalidade e parentalidade pelo Instituto Gerar. Atuou por mais de 10 anos no universo do acolhimento de crianças e adolescentes através de seu trabalho no Instituto Fazendo História. É coautora do Guia de Acolhimento Familiar e, atualmente, trabalha em consultório, atua como doula de adoção e desenvolve consultorias e projetos na área do acolhimento e da primeira infância; e Fê Lopes: Psicóloga clínica, palestrante, comunicadora com foco em gênero, raça parentalidades e infâncias. Atua na promoção de saúde emocional com perspectiva interseccional. É co-criadora da I Semana de Apoio à Amanda Negra no Brasil (2020), iniciativa pioneira.
Juntas, iniciaram com uma dinâmica para os participantes, pedindo que escrevessem o que desejavam e sonhavam para a relação de seus filhos ou o que achavam que seus pais desejavam para a relação deles com seus irmãos. Lara também trouxe uma matéria falando do reencontro por acaso de irmãos que foram adotados separadamente e não sabiam. A partir dessas informações, as especialistas discutiram o direito da convivência entre irmãos e o direito à história de vida e à participação das crianças e adolescentes em seus processos. Problematizaram também as definições sobre vínculo, que inclui também conflitos e momentos de maior proximidade ou separação. Fê traz aspectos sobre o que significa ser irmãos, compartilhar a mesma história. É importante trabalharmos a idealização que se tem do modelo de família perfeita, que não se aplica na realidade - cada caso é um caso e deve ser trabalhado em suas especificidades.
No momento final da oficina, foram realizadas discussões de casos em grupos, pensando-se em estratégias para o trabalho nos serviços de acolhimento com grupos de irmãos e também nos casos em que as separações são inevitáveis.
Confira o vídeo com a oficina completa: