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Adolescência, autonomia e vulnerabilidade social

Adolescência, autonomia e vulnerabilidade social

Paulo Freire nos diz que para aprender a pensar é necessário aprender a pesquisar, ou seja, é preciso duvidar, se perguntar por quê. E a primeira pergunta que nos fazemos é sobre nós mesmos, o que parece bastante óbvio: quem somos, como nos nomeamos e nos reconhecemos?…

Abrigo é Casa!

Abrigo é Casa!

Combinei com Maria que chegaria em sua casa as 8 horas da manhã. Toco a campainha uns minutos antes do combinado. Quem me atende é sua irmã mais nova, Carla, de 5 anos, com um prato cheio de frutas na mão. Hora do café da manhã...

OFICINA: "Adolescência e Autonomia: a experiência do Grupo Nós"

OFICINA: "Adolescência e Autonomia: a experiência do Grupo Nós"

No dia 18 de fevereiro de 2017, foi realizada a oficina “Adolescência e Autonomia: A Experiência do Grupo nÓs", que contou com a participação do jovem estudante de artes Willian Jonathan e a equipe do Grupo nÓs, Mahyra Costivelli e Marcelo Melissopoulos...

Instituto Fazendo História disponibiliza metodologia de trabalho sobre acolhimento de adolescentes

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Instituto Fazendo História disponibiliza metodologia de trabalho sobre acolhimento de adolescentes

Com muito orgulho e satisfação, o Instituto Fazendo História apresenta mais uma metodologia de trabalho sistematizada. Dessa vez, é o Grupo nÓs que, a partir de agora, disponibiliza sua publicação a todos que queiram saber mais sobre o contexto do acolhimento de adolescentes e desenvolver novas estratégias de trabalho.

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O Grupo nÓs tem a finalidade de estudar a especificidade do acolhimento de adolescentes e criar estratégias de intervenção que apoiem cada um deles no processo de transição para a vida fora das instituições, facilitando a construção e fortalecimento de redes de pertencimento (sociais, familiares, culturais e comunitárias) e de projetos de vida que façam sentido em suas trajetórias. O trabalho é realizado diretamente com os adolescentes e com os adultos responsáveis por eles, antes e após a saída do acolhimento, desenvolvendo um trabalho técnico que colabore para o enfrentamento dos desafios de construção de uma vida autônoma. 

Esse texto foi escrito pelo desejo dos profissionais do Grupo nÓs de compartilhar com os trabalhadores e estudiosos da área as reflexões, experiências e práticas construídas, avaliadas e reconstruídas desde 2011. A finalidade de tornar público este projeto é apresentar um trabalho em desenvolvimento que sirva de inspiração para novas e melhores estratégias e políticas de garantia do exercício dos direitos dos adolescentes que vivem a transição do acolhimento para a vida autônoma.

Para ter acesso à publicação e fazer o download, clique aqui.

 

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Sistematização OFICINAS: "Sexualidade na infância e adolescência"

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Sistematização OFICINAS: "Sexualidade na infância e adolescência"

No dia 29 de agosto de 2015, foi realizada a oficina Sexualidade na infância e adolescência, com a presença dos especialistas Renata Guarido e Raul Araújo.

Renata iniciou o encontro trazendo um panorama do desenvolvimento da sexualidade humana. Segundo ela, costumamos pensar em sexualidade somente como o ato sexual. Assim, quando nos deparamos com uma situação relacionada à sexualidade na infância, imaginamos que é algo que veio de fora, alguém estimulou (como se a expressão da sexualidade não pudesse partir da criança).

Renata faz uma diferenciação da sexualidade nos humanos e nos animais. Para os animais a sexualidade é instintiva e acontece somente no momento da reprodução. Após o ato sexual, a satisfação é completa e volta a acontecer somente no próximo período reprodutivo.

A sexualidade humana não é instintiva – ela é construída e é algo que se organiza durante toda a vida, desde o nascimento. Pode ser estimulada de diversas formas, como por exemplo uma música, um cheiro, uma atividade. Também diferentemente dos animais, a excitação não termina e não está ligada somente à função reprodutiva – ela pode ter as mais diversas formas.

Sexualidade é aquilo ligado às experiências prazerosas e o corpo é o lugar onde o prazer acontece, um espaço erotizado. O prazer é algo construído durante a vida, a partir das relações que estabelecemos com os outros. O prazer é, então, algo que se inscreve e deixa rastros.

O prazer no corpo é algo que acontece desde primeira infância. Por exemplo, um bebê, mama não somente para obter o alimento, mas pelo prazer que tem em “chupetar”. Em outros exemplos, como na hora do banho, o prazer não vem somente pela satisfação da necessidade, mas pelo toque no corpo que as atividades de cuidado envolvem. Assim, quando cuidamos, estamos, ao mesmo tempo que satisfazendo necessidades, erotizando o corpo. O corpo é, portanto, uma região marcada pelo prazer – uma superfície de prazer – resultado do encontro com um outro.

O erotismo se manifesta de formas diferentes na infância, adolescência e na vida adulta. O encontro do corpo de crianças com adultos, que não seja da ordem do cuidado, para a criança é abusivo. Se o encontro for entre crianças, não pode ser considerado da ordem do abuso, mas sim da sexualidade infantil.

Sexualidade na infância é um conjunto de acontecimentos prazerosos, mas não definidos. Excitação, para a criança, é algo global – acontece e toma o corpo todo, não é circunscrita a uma região específica. Não é possível acontecer o ato sexual na infância, pois o corpo não está preparado para isso – não existe orgasmo na infância. Não há também, na infância, escolha sexual – tanto faz se é o outro é um corpo de menino ou menina, pois a criança está centrada nas experiência do próprio corpo. Hetero e homossexual são, portanto, definição que ocorrem somente na adolescência.

Sexualidade na adolescência não tem muita diferença da sexualidade na vida adulta. É na adolescência, a partir da puberdade,  que o corpo passa a estar pronto para viver o ato sexual. Adolescência é um acontecimento subjetivo (pode ser diferente nas diversas culturas) e a puberdade é um acontecimento biológico, que envolve hormônios e mudanças corporais.

A sexualidade é algo absolutamente singular – é construída na história de um sujeito, dos encontros do seu corpo com o corpo dos outros. Um mesmo acontecimento é vivido por pessoas diferentes de forma diferentes. Por exemplo, nos diferentes tempos históricos, o significado que se dá à sexualidade na infância ou a homossexualidade pode ser totalmente diverso.

Renata conclui sua fala trazendo esta importante ideia do olhar para a singularidade e contexto de cada sujeito. Costumamos olhar para as situações a partir das nossas histórias, do que vivemos e muitas vezes não corresponde ao que está acontecendo em outra realidade.

Raul Araújo, em seguida à fala de Renata, traz a questão da sexualidade na perspectiva do direito. Como lidamos com a questão da norma – o que é certo errado, justo ou injusto – quando falamos sobre sexualidade no serviço de acolhimento? Raul resgata a origem do ECA, na Constituição Federal de 1988, quando a criança e o adolescente aparecem pela primeira vez como sujeito de direitos. Segundo ele, os direitos das crianças e adolescentes são ainda algo novo e contestado, pois até 1990 a legislação vigente era o Código de Menores, que previa a intervenção do Estado e não firmava direitos. Algumas pessoas dizem que as crianças e adolescentes tem muitos direitos e não deveres, que não são punidos. Segundo Raul, os serviços de acolhimento têm uma forte ligação com questões ligadas à sexualidade, pois em sua origem, nos antigos orfanatos, escondiam a vergonha dos filhos fora do casamento, que escancaravam a sexualidade da mulher e a repressão desta sexualidade.

Raul traz a ideia dos Direitos Sexuais e Reprodutivos. Segundo ele, durante a construção do Plano Nacional de Direitos Sexuais e Reprodutivos, este plano transformou-se no Plano Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra à Criança e o Adolescente, o demonstra uma dificuldade em entender as crianças e adolescentes como sujeitos de direitos.

Os direitos sexuais e reprodutivos são:

  • Direito de viver e expressar livremente a sexualidade sem vio­lência, discriminações e imposições e com respeito pleno pelo corpo do(a) parceiro(a).
  • Direito de escolher o(a) parceiro(a) sexual.
  • Direito de viver plenamente a sexualidade sem medo, vergo­nha, culpa e falsas crenças.
  • Direito de escolher se quer ou não quer ter relação sexual.
  • Direito de viver a sexualidade independentemente de estado civil, idade ou condição física.
  • Direito de ter relação sexual independente da reprodução.
  • Direito de expressar livremente sua orientação sexual: heteros­sexualidade, homossexualidade, bissexualidade, entre outras.
  • Direito à informação e à educação sexual e reprodutiva.
  • Direito ao sexo seguro para prevenção da gravidez indesejada e de DST/HIV/AIDS.
  • Direito aos serviços de saúde que garantam privacidade, sigilo e atendimento de qualidade e sem discriminação.
  • Direito das pessoas de decidi­rem, de forma livre e responsá­vel, se querem ou não ter filhos, quantos filhos desejam ter e em que momento de suas vidas.
  • Direito a informações, meios, métodos e técnicas para ter ou não ter filhos.
  • Direito de exercer a sexuali­dade e a reprodução livre de discriminação, imposição e vio­lência.

Afirma-se, portanto, o direito a ter prazer e desenvolver sua sexualidade de forma saudável– independentemente da condição da criança ou adolescente.

Segundo Raul, muitas vezes as experiências ligadas à sexualidade, prazer e afetos são reprimidas e, por vezes, punidas – marcando na história da criança a ideia de que a sexualidade é algo errado e ligado à transgressão. O Abrigo é o lugar onde muitas vezes estão sofrendo por conta dos rompimentos e da falta do contato afetivo e, por vezes, justamente quando conseguem se vincular (quando começam a namorar por exemplo), essa atitude é controlada e reprimida.

A partir das falas dos dois especialistas, considerando as manifestações das sexualidades existentes nas diferentes faixas etárias, o grupo foi convidado a refletir sobre: Que histórias de prazer e relação com os próprios corpos as crianças e adolescentes estão construindo a partir dessas vivencias nos serviços? As crianças e adolescentes tem estes direitos garantidos nos serviços de acolhimento? Como organizar espaços e ações que promovam a oportunidade do desenvolvimento da sexualidade e prazer de forma saudável?

Para assistir aos melhores vídeos sobre o tema, acesse o link:

https://www.youtube.com/watch?v=Mt9HgzPrGPE&list=PLnXe9VZ1ye9z7oGmuycVDXhzwSIEGpRCb

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Sistematização OFICINA:  “Adolescência e uso de drogas: pensando caminhos”

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Sistematização OFICINA: “Adolescência e uso de drogas: pensando caminhos”

No dia 18/07/15, foi realizada a Oficina: “Adolescência e uso de drogas: pensando caminhos”, com a participação dos especialistas: Bruno Ramos Gomes, que possui graduação em Psicologia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (2006), e mestrado em Saúde Pública pela Faculdade de Saúde Pública da USP. Atualmente é coordenador e presidente do Centro de Convivência É de Lei, além de psicólogo clínico e Acompanhante Terapêutico. Atua principalmente nos seguintes temas: drogas, redução de danos, vulnerabilidade, crianças e adultos em situação de rua, direitos humanos;  e Valéria Pássaro, que é educadora, com formação em educação libertária, com experiência na coordenação e desenvolvimento de processos de formação em política de assistência e desenvolvimento social. Atualmente é coordenadora pedagógica da Moradia Associação Civil, que trabalha com crianças e jovens em situação de grave risco social.

Bruno iniciou o encontro apontando para o fato de que as drogas sempre existiram na história da humanidade, e que em cada cultura, o uso das drogas tem objetivos/motivações distintas, podendo ter um cunho: religioso, mágico, criativo ou recreativo.

Na cultura dos Andes, o uso de bebidas alcóolicas tem por objetivo “encontrar com o mágico”, com o superior. Em algumas culturas hindus, o uso de maconha tem finalidades religiosas, assim como o vinho está presente na cultura católica.

O que são drogas?

Etimologicamente, a palavra vem do holandês “droog”, que quer dizer seco, coisa seca. Os primeiros relatos foram em 1500 no Porto Holandês, na época em que as expedições estavam acontecendo, e com elas as especiarias sendo descobertas e transportadas para diferentes culturas. Nesta época, não havia distinção entre as drogas e especiarias, e o uso dessas substâncias foi sendo constituído de acordo com as diferentes culturas. No início do séc. XIX, 90% dos medicamentos continham ópio em sua composição química, por tratar-se de um anestésico.

Pela definição da OMS (Organização Mundial da Saúde), droga é toda substância que introduzida no organismo vivo, modifica uma ou mais de suas funções.

Alimentos e remédios também são drogas?

A partir desta definição, reflexões são colocadas: Os alimentos, remédios, veneno seriam drogas? Bruno relata que o que define uma droga não é seu componente químico, mas no contexto, no tipo de uso, dosagem e sentido para cada um. Por exemplo, o café é um alimento que contém cafeína, uma substância que também está presente em medicamentos, e para muitas pessoas causa dependência. O próprio uso da maconha, através de estudos, vem sendo discutido para uso medicinal. Desta forma, quanto menos focarmos na substância e mais no contexto, mais possibilidades de compreensão e intervenções serão possíveis.

Os efeitos causados pelas drogas dependem de aspectos como: frequência, tempo de uso, qualidade da droga, metabolismo, associação com outras drogas, condições psicológicas, físicas e contexto social. É fundamental compreender estes aspectos a fim de não colaborar com generalizações que não possibilitam a compreensão do uso para cada indivíduo, que por sua vez está inserido em um contexto social que possui seus costumes. Segundo Bruno, os contextos proibitivos potencializam o consumo.

Como lidar com o uso de drogas no contexto do acolhimento?

Valéria Pássaro iniciou sua fala compartilhando sua trajetória profissional e experiência com adolescentes na Casa das Expedições, Ubuntu e Casa Taiguara. Valéria compartilhou a percepção de que a nossa sociedade possui uma visão muito moralista sobre drogas, sobretudo nos serviços de acolhimento nos quais as equipes estão mais preocupadas com a trajetória das drogas do que com as histórias de vida dos meninos. Valéria aponta para a importância de reconhecer os diferentes tipos de uso, a fim de não haver generalizações na compreensão dos fenômenos.

Neste sentido, é fundamental trabalhar com projetos de vida, a partir das trajetórias individuais de cada um, e nos quais eles possam trazer seus desejos e não a partir de nossos valores morais. Neste sentido, é fundamental ver os desejos e possibilidades das famílias junto com elas e não por elas.

As drogas fazem parte da adolescência, por isso é fundamental ofertar espaços para diálogo, para que eles possam falar sobre a sua relação com as drogas e não espaços moralistas de questionamentos.

Valéria falou sobre uma perspectiva importante na relação entre os educadores/técnicos e os adolescentes, na qual os lugares dos profissionais reafirmam o lugar dos adolescentes podem ter no mundo. Neste sentido, que intervenções favorecem a possibilidade dos meninos recriarem seus lugares no mundo, com novas maneiras e perspectivas?

Os adolescentes não são todos iguais, é preciso olhar para eles individualmente, o que acaba não acontecendo no cotidiano dos SAICAS, que acabam por exercer uma atuação muito “robotizada” e careta, favorecendo a compreensão dos adolescentes como problema e tendendo a medicalização para a normatização. Se os médicos prescrevem, pode-se usar drogas lícitas, mas ilícitas nem pensar! Valéria trouxe importantes reflexões acerca da banalização da medicalização lícita.

Valéria ressalta a importância da revisão e reinvenção das formas de se receber os meninos, e sair da perspectiva do julgamento do certo e errado. Os adolescentes chegam fragilizados, muitas vezes sem perspectivas, nas quais a única “saída” é recorrer para o uso de drogas, e assim apresentam o melhor e o pior deles, como maneira de pedir ajuda, e se os abrigos não estão preparados para lidar com isso, acabam por colocar em prática atuações coercitivas que colaboram para as rupturas, fragilizando as relações e potencializando o uso de drogas.

Por fim, Valéria ressalta a importância de favorecer um espaço para pensar os desejos e projeto de vida, a partir da perspectiva do aqui agora e não do futuro, pois se eles não têm clareza sobre o que eles são e querem neste momento, como poderão pensar no futuro?

Valéria indica dois filmes que podem contribuir para o trabalho com os adolescentes e uso de drogas, que são: “Os alunos da sala 36” e o documentário “Tarja branca”.

Após a exposição dos especialistas, os participantes reuniram-se em pequenos grupos para discussão e trouxeram as seguintes questões para os especialistas:

  • Como lidar com as diferentes regras de serviço de acolhimento e família (na questão do apadrinhamento)? Por exemplo, o serviço trabalha com o adolescente, mas quando ele vai para a família, a realidade é outra.
  •  Como tornar as atividades e outros espaços tão atrativos quanto o prazer do uso de drogas?
  • Como lidar com a influência dentro do serviço de acolhimento, quando chega um adolescente que é usuário e acaba levando outros para o mesmo caminho?
  • Na prática, o que fazer frente as limitações da Rede?
  • Como uma equipe acolhe um adolescente com histórico de drogadição? Como realizar este trabalho com a Rede?
  •  Quais as possibilidades de realizar um trabalho de redução de danos nos SAICAS?
  • Como trabalhar com a família que rejeita a criança/adolescente por conta do uso de drogas?
  • Como trabalhar a questão do uso de drogas enquanto equipe, quando o usuário é a família?

Para abordar o tema drogas com os adolescentes, é fundamental que não seja através de um discurso moralista ou médico, mas sim através das escolhas e consequência delas, de maneira individual. Neste sentido, trabalhar a autonomia, na qual os adolescentes possam refletir e realizar escolhas de maneira responsável é um caminho. A autonomia é um processo que deve ser realizado desde pequenos, e não às vésperas da maioridade. Outro aspecto fundamental é reconhecer as qualidades e potências dos meninos, e não só para a sua relação com as drogas.

No que tange às possibilidades de trabalho em Rede, é importante trabalhar sobre a perspectiva de parcerias para além dos serviços gratuitos, e atuar com maior ampliação e apropriação da cidade para os meninos, e sair da lógica de que “pobre” só pode fazer atividades gratuitas. O papel do abrigo é ajudar a Rede a reconhecer os meninos em sua totalidade, e a participação da família é fundamental.

Sobre a questão de drogadição na Rede, é fundamental ter clareza do que se busca e quais são os equipamentos que atendem a demanda em questão. Ainda sim, é fundamental atuar de maneira criativa, através das próprias Redes afetivas que os meninos estão constituindo, para que seja possível ofertar outras possibilidades de satisfação e prazer que as drogas causam.

Para assistir aos melhores momentos da Oficina, acesse o link:

https://www.youtube.com/watch?v=k48N89DarDA&list=PLnXe9VZ1ye9xUHW2ctyXsKVNuG9I4_7TO

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