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Orfanatos não existem!

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Orfanatos não existem!

Como assim orfanatos não existem? Onde moram então as "crianças abandonadas"? 
Pois é, precisamos falar sobre Acolhimento Institucional e o histórico do cuidado com crianças e adolescente no nosso país...

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Reflexões sobre a rotina dos serviços de acolhimento:  "adolescência e moradia"

Reflexões sobre a rotina dos serviços de acolhimento: "adolescência e moradia"

A partir de hoje, o Instituto Fazendo História publicará periodicamente situações cotidianas dos serviços de acolhimento, para estimular reflexões e a construção de estratégias a partir de critérios técnicos e não pessoais. As situações apresentadas fazem parte do kit de Formação “Vamos Abrir a Roda” e abrangem diferentes temáticas: adolescência, bebês, agressividade e limites, histórias de vida, ritos de passagem, entre outras.

Para pensar! O tema de hoje é: adolescência.

Ricardo faz 18 anos daqui a dois meses. Estava tudo certo para ele viver em uma República Jovem após sua saída. De repente o adolescente diz que não vai para a República. Sua fala vem nos preocupando muito, pois pensamos no melhor encaminhamento possível para Ricardo. O que fazer? 

A questão que se coloca é se Ricardo foi incluído nas discussões e reflexões sobre seu projeto de moradia pós-acolhimento. Muitas vezes o que os adultos consideram como a melhor opção é diferente do que o jovem considera. Se não houver diálogo com o jovem a tendência ao fracasso do encaminhamento é muito grande.

Será que foi de fato uma escolha de Ricardo este projeto de moradia?

Ricardo teve acesso a outras possibilidades de moradia antes da definição de encaminhamento para a República? É sempre importante considerar que a República é uma alternativa entre outras tantas, como o aluguel de uma casa e o retorno familiar.

Ricardo foi visitar este local com antecedência? Conversou com os moradores de lá? Esclareceu dúvidas? A preparação anterior à saída do serviço é fundamental para aumentar a probabilidade do encaminhamento ser bem sucedido.

Os jovens e o projeto de moradia

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Os jovens e o projeto de moradia

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O Grupo nÓs, um dos programas do Instituto Fazendo História, existe para acompanhar e facilitar o processo de transição de jovens em acolhimento para vida adulta, autônoma e inserida na comunidade, colaborando para que eles possam enfrentar de maneira positiva os desafios da vida adulta.

Nestes últimos meses, o foco do trabalho tem sido o desenvolvimento do projeto de moradia. Ações, individuais e grupais, foram desenvolvidas para que os jovens tivessem clareza de suas possibilidades de moradia, dos serviços disponíveis e de quem são suas referências afetivas para auxiliar em seus projetos de moradia.  A realização de um projeto de moradia autônomo depende de uma série de conquistas e aquisições durante o acolhimento.

A seguir, listamos uma série de atividades realizadas pelo Grupo para favorecer o desenvolvimento do projeto de moradia dos jovens:

14 de maio: para introduzir o tema moradia, o Grupo nÓs esteve na Casa Fora do Eixo, uma residência de vivências socioculturais. Lá, os adolescentes tiveram a oportunidade de se aproximar das experiências de um coletivo que vive de forma comunitária para fins culturais. Eles participaram de uma roda de conversa sobre a história da casa, os critérios para quem quer ser um novo membro, além de conversas sobre separação de lixo, reciclagem e reaproveitamento de alimentos!
 
11 de junho: o Grupo nÓs foi para a “Vila do Chaves”, uma exposição que ocorreu no Memorial da América Latina. O cenário fazia referência às condições de moradia dos personagens da vila. Os jovens entraram na casa do Sr. Madruga, reconheceram os móveis e acessórios que já haviam visto na série e entraram no barril do Chaves.

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25 de junho: foi realizada uma atividade em grupo, expondo trechos de filmes e desenhos que mostram diversos jeitos de morar (casa na árvore, casa futurística, caverna, entre outros). Após os trechos apresentados, cada jovem foi convidado a desenhar seu “sonho de moradia”. A ideia era estimular a imaginação! Para fechar o grupo, Fernando, um jovem de 21 anos que viveu um grande período em serviço de acolhimento, foi convidado a contar suas experiências de moradia. Fernando já morou com amigo e atualmente mora sozinho. Ele deu diversas dicas bacanas de moradia aos jovens do Grupo nÓs!

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30 de julho: uma jovem, que naquela mesma semana havia visitado uma República Jovem, socializou com o grupo sua experiência e todos fizeram perguntas a partir de seu relato. Dessa forma, os jovens puderam conhecer um pouco sobre o funcionamento da República.  Em seguida, eles foram separados em subgrupos: um grupo dos que gostariam de morar sozinho, com familiares, com amigos e outro grupo dos que preferem a República Jovem. Cada grupo construiu um painel gráfico contando as vantagens e desvantagens desse tipo de moradia.
   
9 de Julho: Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura (convite para pensar o tema moradia de forma lúdica e interativa). Guiados por uma educadora os adolescentes aprenderam sobre a história desta casa literária, almoçaram juntos na varanda da casa e no final da visita participaram do “Sarau do Vinil”, recitando poemas.

Financiamento coletivo

O Grupo nÓs está em campanha para captar recursos e continuar no auxílio contínuo a jovens que estão em processo de saída dos serviços de acolhimento. Ajude você também e possibilite que mais jovens possam se desenvolver autonomamente e entrar na vida adulta com todo respaldo possível. Doe: https://goo.gl/AelAcf

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