No dia 12 de dezembro de 2025, o Instituto Fazendo História realizou a nona oficina do Projeto Formação em Redes, com o apoio do FUMCAD (Fundo Municipal da Criança e do Adolescente), na Embaixada Preta - Casa Preta Hub. O encontro teve como tema "Pensando o acolhimento familiar: O papel do vínculo no desenvolvimento das crianças” e foi direcionado aos profissionais que atuam nos Serviços de Acolhimento, Rede Socioassistencial e Sistema de Garantia de Direitos da cidade de São Paulo.
A oficina contou com a participação de Ana Clara Fusaro Rodrigues, psicóloga (UFTM), especialista em Psicoterapia Psicanalítica (CEPSI Ryad Simon) e mestre em Psicologia Clínica (IP/USP). Atua no Instituto Fazendo História, no Projeto EI3 – Impactos de Intervenções sobre a Institucionalização Precoce, dedicando-se ao fortalecimento de vínculos entre crianças e cuidadores em contextos de acolhimento institucional e familiar e à promoção do desenvolvimento infantil.
A convidada compartilhou sobre sua participação em uma pesquisa internacional que tem como objetivo identificar qual é o impacto do acolhimento institucional e familiar no processo de desenvolvimento de bebês de zero a dois anos de idade. Além disso, pontuou sobre a importância do programa de intervenção de fortalecimento de vínculos entre os cuidadores e crianças em acolhimento.
Ana descreveu os principais processos de desenvolvimento na primeira infância e a necessidade de práticas que estimulem as habilidades motoras, sensoriais e cognitivas dos bebês. Trouxe experiências de situações de negligência em acolhimento institucional e os efeitos nocivos nos processos de desenvolvimento de crianças acolhidas. Propôs uma dinâmica em grupo para refletir sobre a importância do olhar como um elemento significativo na construção de vínculos mais saudáveis, destacando que o olhar é uma das primeiras formas de comunicação entre crianças e adultos e que precisa ser cuidadoso e receptivo.
Por fim, a profissional reforçou a importância do diálogo entre as equipes de profissionais e famílias acolhedoras e que ambos precisam ter identificação e desejo genuíno em contribuir com o processo de cuidado a fim de garantir um desenvolvimento mais sadio de crianças e adolescentes em acolhimento institucional.
Confira o vídeo com a oficina completa: