depoimentos-apadrinhamento-afetivo

apadrinhamento afetivo

 

Carol tem Heloisa como
madrinha há um ano.

“Nesse primeiro ano de apadrinhamento com a Carol descobrimos muitas coisas juntas! Descobrimos o teatro, como fazer ovos de Páscoa em casa e como perder o medo de andar de bike. Descobrimos viagens e lugares interessantes na cidade. Aprendemos muito nos estudos e como andar sozinhas em São Paulo. Descobrimos nosso vínculo e nossa amizade crescendo e se fortalecendo. Descobrimos a companhia uma da outra, às vezes para não fazer nada. Descobrimos que meu mundo pode se unir ao mundo dela. Descobrimos ainda que temos muita coisa por descobrir! E que a descoberta é o que motiva ainda mais”, conta Heloisa.

Carol é uma garota de 14 anos, cheia de vida, com sede de conhecimento e de experiências, que sonha em ser professora. Ela tinha vontade de fazer teatro, e junto à madrinha, pesquisou vários cursos. Bateram na porta da Oficina dos Menestréis e, com muito empenho, conseguiram uma bolsa! Nas primeiras vezes em que foi ao teatro, Helô a acompanhou para ajudá-la a aprender o trajeto de ônibus e metrô. Para Carol, estar no teatro era uma oportunidade de conviver com outras pessoas, respirar novos ares e desenvolver seus potenciais.

Chegou o final do ano e Helô e Carol foram juntas providenciar o figurino para a peça que estava sendo montada. Para a renovação da bolsa, era necessário vender diversos ingressos. Foi batendo aquele frio na barriga, mas elas tinham uma à outra! Então iniciou-se uma corrente, um foi mobilizando o outro: os profissionais do abrigo, os outros padrinhos, os amigos dos amigos e... elas ultrapassaram a meta! Tudo isso se tornou mais especial ainda quando, no dia do espetáculo, o pai de Carol foi prestigiá-la junto aos irmãos e seus respectivos padrinhos. Além de ter brilhado no palco e já ter sua vaga garantida para o ano seguinte, Carol percebeu que conta com muitas pessoas para apoiá-la, e que isso é fundamental para sua vida!


Mirella Loreto, madrinha afetiva desde Novembro/2015

A palavra é "simples". O Carlos é uma criança simples: enquanto eu penso em passeios, para ele andar pelas ruas observando os prédios e árvores já é um barato. Enquanto eu adio a vinda dele em casa, temendo ser um tédio e fracasso total, cozinhar e ver filme juntos já bastava. Até ver a pipoca estourar no microondas vira um acontecimento. E há um comentário, uma observação, uma aprendizagem mútua em cada detalhe, em cada evento. E a cada encontro aprendemos algo sobre o outro. Posso dizer que nossa relação está numa crescente: de interesse pelo outro, de entendimento e intimidade. Ele já se sente à vontade pra dizer do que não gosta, e eu nego emprestar meu celular pra jogos sem cerimônia. Nesse um ano de amadrinhamento, cresci como ser humano. Meu olhar para crianças acolhidas mudou. Para o que precisa ser feito também. E espero que a vida do Carlos também esteja mudando para melhor com a nossa relação. Sou profundamente grata por participar desse projeto lindo, pelas pessoas incríveis que conheci e o afilhado encantador que ganhei.