Fortalecimento de vínculos familiares é tema de nova publicação do Instituto Fazendo História

Fortalecimento de vínculos familiares é tema de nova publicação do Instituto Fazendo História

"Metodologia de trabalho com histórias de vida na promoção de convivência e fortalecimento de vínculos familiares": este é o nome da nova publicação do Instituto Fazendo História, que nasceu da metodologia do programa Fazendo Minha História.

Este guia pretende sistematizar e difundir as ações que o Fazendo Minha História criou e utilizou junto a famílias de bebês, crianças e adolescentes que se encontram nos serviços de acolhimento. A presente publicação pretende, através da experiência do Instituto Fazendo História, inspirar profissionais dos serviços de acolhimento, padrinhos, voluntários e outros atores da rede a desenvolverem encontros descontraídos, acolhedores e respeitosos com as famílias dos meninos e meninas acolhidos.

Não se pretende, com essa publicação, esgotar todas as possibilidades de ação com as famílias. Pelo contrário, sabe-se que a rede de acolhimento realiza um trabalho muito mais amplo nesse sentido. No entanto, o Instituto Fazendo História espera que as ideias a seguir possam abrir novos caminhos e ajudar a planejar encontros potentes que fortaleçam a relação entre as crianças, adolescentes e seus familiares.

Leiam, façam o download AQUI e compartilhem!

Servidores da Justiça terão curso on-line sobre adoção e apadrinhamento

Servidores da Justiça terão curso on-line sobre adoção e apadrinhamento

Os servidores do Poder Judiciário de todo país que trabalham com crianças em situação de acolhimento poderão receber treinamento pelo “Programa de formação para os núcleos de preparação para adoção e apadrinhamento afetivo”.

O projeto é da Organização Não-Governamental (ONG) Aconchego, em parceria com a Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente e o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) e oferece curso gratuito à distância, em 80 horas, no período de 5 de abril a 31 de maio.

A iniciativa é para aprimorar os conceitos, as diretrizes e a metodologia sobre a preparação para adoção e apadrinhamento afetivo com orientações para a condução de grupos de preparação de adotantes, padrinhos, madrinhas, crianças e adolescentes cadastrados para adoção ou incluídos no Programa de Apadrinhamento Afetivo.

 A psicóloga Maria da Penha Oliveira, coordenadora do programa de apadrinhamento afetivo da ONG Aconchego, disse que muitas comarcas de Justiça não fazem essa preparação de modo adequado ou de modo que promova a reflexão de desejos e da motivação, desmistificando mitos e preconceitos, trabalhando a criança idealizada, entre outros temas.

“Temos conhecimento de que algumas comarcas fazem apenas uma palestra informativa, que para nós pode resultar no maior de todos os males para a criança, que é sua devolução”, diz Penha.

Para Penha de Oliveira, a replicação da metodologia de formação em todo o Brasil possibilita que os profissionais falem a mesma linguagem nessa preparação. “É um fator importante, se pensarmos que, com o Cadastro Nacional da Adoção, os pretendentes podem adotar crianças de outra região que não a sua”, diz.

De acordo com dados do Cadastro Nacional de Crianças Acolhidas (CNCA), da Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), estão acolhidas mais de 46 mil crianças com idade entre 0 e 17 anos. Dessas, conforme os dados do Cadastro Nacional de Adoção (CNA), 7.201 estão para adoção e as demais em processo de destituição familiar ou em tentativa de reintegração.

Existem no Brasil 3.987 entidades acolhedoras credenciadas junto ao Judiciário.

Apadrinhamento afetivo – O apadrinhamento afetivo é um programa voltado para crianças e adolescentes que vivem em situação de acolhimento ou em famílias acolhedoras, no sentido de promover vínculos afetivos seguros e duradouros entre eles e pessoas da comunidade que se dispõem a ser padrinhos e madrinhas. O padrinho ou a madrinha se torna uma referência na vida da criança, mas não recebe a guarda, pois o guardião continua sendo a instituição de acolhimento. Os padrinhos podem visitar a criança e, mediante autorização e supervisão, realizar passeios e até mesmo viagens com as crianças. 

 Melhorias no cadastro – Ao assumir a Corregedoria Nacional de Justiça, o ministro João Otávio Noronha determinou que fosse realizado, por um grupo de trabalho, um levantamento das condições do sistema, identificação dos principais problemas e posterior reformulação do cadastro. Além do CNA, o grupo – instalado pela Portaria n. 36/2016 (http://www.cnj.jus.br/busca-atos-adm?documento=3226) – também vai avaliar possíveis mudanças relativas ao Cadastro Nacional de Adolescentes em Conflito com a Lei e propor melhorias. Ao longo do ano, a Corregedoria vai promover workshops em diversas regiões do Brasil com todo o sistema de Justiça para debater alterações no cadastro. 

As inscrições podem ser feitas aqui.

(Fonte: Conselho Nacional de Justiça)

Sistematização oficina: “Conversando sobre acolhimento familiar e primeira infância”

Sistematização oficina: “Conversando sobre acolhimento familiar e primeira infância”

No dia 27 de janeiro de 2017 foi realizada a oficina“Conversando sobre acolhimento familiar e primeira infância. O evento foi dividido em três momentos: no início do encontro, os Professores Charles Nelson da Universidade de Harvard e Nathan Fox da Universidade de Maryland, apresentaram os resultados de uma ampla pesquisa realizada na Romênia onde puderam comparar o desenvolvimento de crianças vivendo em instituições de acolhimento, crianças vivendo em famílias acolhedoras e crianças que nunca tinham sido institucionalizadas. Já no segundo momento,as responsáveis pelo Programa “Famílias Acolhedoras” do Instituto Fazendo História, Tatiana Barile e Roberta Vialli de Almeida, falaram sobre o desenvolvimento do programa que foi idealizado para acolher bebês de 0 a 2 anos em famílias voluntárias. Na última parte do encontro os participantes puderam fazer perguntas e debater com os palestrantes temas relacionados aos conteúdos apresentados e à realidade cotidiana dos serviços de acolhimento.

O Prof. Charles Nelson iniciou a apresentação expondo dados sobre o acolhimento no mundo: atualmente há mais de 100 milhões de crianças e adolescentes em situação de abandono, negligência, violência e orfandade, sendo que entre 2 e 8 milhões estão acolhidos em abrigos. A constatação de que uma instituição não é o melhor ambiente para o crescimento e desenvolvimento de uma criança é antiga: em 1915, estudos mostravam que as melhores condições para o desenvolvimento de bebês e crianças estavam diretamente relacionadas à possibilidade de crescerem em uma casa junto à figura de uma mãe. Quanto maior o afastamento dessas necessidades vitais no início da vida, maior seria o fracasso em obter resultados adequados para as crianças acolhidas.

Com o objetivo de buscar novas saídas e formas alternativas para o acolhimento de crianças e adolescentes, os professores Charles Nelson e Nathan Fox desenvolveram uma pesquisa na Romênia intitulada Projeto de Intervenção Precoce em Bucareste (Bucharest Early Intervention Project). A cidade de Bucareste foi selecionada para este estudo, pois o presidente que governava o país, chamado Ceausescu, lançou em 1966 um decreto com diversas medidas para estimular a natalidade na Romênia. As medidas acabaram levando a um grande aumento da natalidade, o que fez com que em longo prazo houvesse um número muito alto de crianças em situação de abandono. 

A pesquisa

O Projeto de Intervenção Precoce de Bucareste (PIPB)teve início em 2001 e foi o primeiro estudo na área da assistência social que focou nos efeitos de diferentes formas de acolhimento na vida de crianças. Ao todo foram examinadas mais de 180 crianças. O desenho final do estudo compreendeu136 meninos e meninasque estavam internados e que tinham entre 6 e 31 meses (idade média = 20 meses). Dessa população, 68 crianças foram aleatoriamente designadas para permanecer em instituições e 68 foram aleatoriamente designadas para serem acolhidas por uma família nos moldes de um acolhimento familiar. Ainda havia um grupo controle de 72 crianças não-institucionalizadas. Após avaliação basal, as crianças foram avaliadas de forma abrangente aos 9, 18, 30 e 42 meses. Também foi realizada uma avaliação limitada aos 54 meses e extensas avaliações foram realizadas aos 8 e 12 anos, sendo que a avaliação aos 16 anos está em andamento.

A pesquisa possibilitou um estudo aprofundado de diferentes dimensões do desenvolvimento humano, tais como o desenvolvimento físico, linguagem, funcionamento social/emocional, cognição, inteligência, temperamento, capacidade de se vincular a um adulto, função cerebral, anatomia do cérebro, função autonômica (cardiovascular/ cortisol), genética/epigenética e psicopatologia. Após inúmeras avaliações das crianças envolvidas no estudo, os pesquisadores chegaram a algumas das seguintes conclusões:

·      Aos 54 meses, verificou-se que a institucionalização precoce levou a profundos déficits e atrasos nos comportamentos cognitivos (QI) e socioemocionais (ex. capacidade de se vincular). Houve uma incidência extremamente elevada de transtornos psiquiátricos e foram constatadas diferenças na atividade elétrica cerebral;

·      Apesar da família acolhedora mostrar-se mais efetiva no desenvolvimento das diferentes dimensões estudadas, para domínios específicos de atividade neural, linguagem, cognição e funcionamento sócio emocional parecem haver períodos (idades) sensíveis que regulam a recuperação. Embora os períodos sensíveis para a recuperação variem, os resultados sugerem que o ideal é que a criança seja colocada em uma família adotiva (quando for o caso) antes da idade de 2 anos;

·      Aos 8 anos, as crianças que permaneceram em instituições de acolhimento continuaram apresentando atrasos profundos em quase todos os domínios do estudo. Porém, as crianças que passaram pela família acolhedora tiveram resultados muito semelhantes às crianças nunca institucionalizadas (comunidade).Para domínios específicos de apego, responsividade emocional, transtornos de ansiedade e QI,as crianças colocadas em regime de acolhimento estão situadas no ponto médio entre as crianças que permaneceram em acolhimento institucional e as crianças da comunidade.

A segunda parte da oficina contou com a apresentação do Programa Famílias Acolhedoras do Instituto Fazendo História. A psicóloga Tatiana Barile iniciou a apresentação esclarecendo que atualmente, há aproximadamente 36 mil crianças e adolescentes acolhidos no Brasil, somando todas as modalidades de acolhimento para esse público: abrigo, casa lar, família acolhedora e república. Deste total, 1770 crianças e adolescentes estão sob os cuidados de famílias acolhedoras, existindo programas de acolhimento familiar em 315 municípios brasileiros, entre eles, Campinas, Joinville, Cascavel, Santos, Rio de Janeiro e Jundiaí. Na cidade de São Paulo existem 136 serviços de acolhimento institucional conveniados com a SMADS (Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social), com 2720 vagas para crianças e adolescentes e somente dois serviços de acolhimento familiar.

Tatiana reforçou a importância dessa modalidade de acolhimento prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e mencionou uma campanha mundial chamada #falepormim, da UNICEF com o apoio de diversas organizações da América Latina e Caribe, entre elas, a Rede Latino Americana de Acolhimento Familiar (RELAF). A campanha exibida no vídeo do link https://www.youtube.com/watch?v=ShddbB6fn2o visa o fim da institucionalização de crianças de até 3 anos de idade.

Após a exibição do vídeo, a coordenadora do Programa Famílias Acolhedoras, Roberta Vialli de Almeida, destacou os objetivos do programa, seu funcionamento e fez o relato de um caso atendido. Em relação aos objetivos, o programa visa oferecer acolhimento familiar a bebês e crianças de até 2 anos, em situação de alta vulnerabilidade pessoal e social, afastadas da família de origem ou extensa, como medida de proteção, excepcional e provisória. Roberta destacou que o programa não é uma adoção e nem caminho para adotar uma criança, sendo que a família acolhedora tem a guarda provisória da criança até que ela retorne à família de origem ou seja adotada.

Todo o processo de seleção, treinamento e acompanhamento das famílias acolhedoras até o início do acolhimento foi realizado de acordo com as etapas abaixo:

Após o acolhimento, o acompanhamento técnico passou a ser realizado por meio de supervisões grupais quinzenais, acompanhamento familiar individual mensal e acompanhamento continuado via contatos telefônicos e aplicativo Whatsapp.Até o momento, 11 bebês foram atendidos pelo programa por 11 famílias acolhedoras. Desses 11 bebês, 6 retornaram para suas famílias de origem ou extensa e 1 bebê está em processo de aproximação com família adotiva.

Após a exposição geral do Serviço, Roberta fez a apresentação do caso da Amanda, que foi acolhida com 26 dias, diretamente do hospital e ficou sob cuidados da família acolhedora até 7 meses e 7 dias. O acolhimento deveu-se ao uso abusivo de drogas do pai e da mãe, moradores da região da Cracolândia. Um dos pontos importantes da narrativa sobre o caso está ligado ao fato de se compreender que “só é possível acolher a criança se também acolhermos a sua história”. Nesse sentido, a equipe do Programa fez um trabalho de investigação e desconstruiu verdades prévias sobre o interesse dos pais de Amanda pela filha.

Verificou-se que a bebê recebeu visitas dos pais todos os dias em que esteve no hospital, que seu irmãozinho ficou muito curioso e feliz com quando foi ao hospital escondido para conhecer a irmã, que sua mãe cantava e conversava com a filha, sendo que Amanda fixava seu olhar na genitora nesses momentos e,por último, que a mãe de Amanda ficou muito nervosa ao receber a notícia do acolhimento. Roberta deu prosseguimento ao relato do caso (que pode ser visto na integra no vídeo da oficina), porém é importante destacar que a equipe do Serviço promoveu uma importante aproximação entre Amanda e sua mãe e que no desfecho do caso, a tia materna acabou ficando responsável pela guarda da criança. A narrativa do caso de Amanda permitiu elencar os seguintes aspectos fundamentais na experiência do Instituto Fazendo História:

Na terceira parte os técnicos e educadores dos serviços de acolhimento fizeram diversas pesquisas e discutiram as particularidades dos diferentes serviços de acolhimento.

Em breve, estarão aqui disponíveis os vídeos da oficina!

"Alike": um curta metragem para ser assistido todos os dias

"Alike": um curta metragem para ser assistido todos os dias

Este curta metragem espanhol, em 7 minutos, faz a gente pensar na criatividade, na imaginação e no afeto como caminhos para uma vida mais colorida. Ele transporta para a rotina de um pai e seu filho, parecidos demais um com o outro, mas com visões de mundo que estão se distanciando.

O vídeo ficou famoso no mundo todo por tratar, de maneira simples, o cotidiano da vida moderna: a rotina e a falta de cor no dia a dia.

Alike retrata a forma como encaramos o mundo ao nosso redor, muitas vezes intoxicados pela rotina que nos cerca, vamos perdendo nossa vida, deixando de lado a imaginação e o afeto...

Um curta que merece ser todos os dias da vida. Vale cada segundo!

Trabalho com jovens acolhidos ganha mais uma publicação para inspirar boas ações

Trabalho com jovens acolhidos ganha mais uma publicação para inspirar boas ações

“Adolescentes em transição: o trabalho de preparação para a vida autônoma, fora das instituições”. Esse é o livro escrito pelos profissionais do Grupo nÓs para compartilhar com os trabalhadores e estudiosos da área as reflexões, experiências e práticas construídas, avaliadas e reconstruídas desde 2011.

Nele são apresentadas as estratégias desenvolvidas nesse projeto, bem como seus fundamentos, almejando servir de inspiração para novas e melhores estratégias e políticas de garantia do exercício dos direitos dos adolescentes que vivem a transição do acolhimento para a vida autônoma.

Para fazer o download do material, clique AQUI

 

Anteprojeto de lei de adoção passa por consulta pública e segue para o Senado

Anteprojeto de lei de adoção passa por consulta pública e segue para o Senado

O Ministério da Justiça e da Cidadania lançou em outubro de 2016 um anteprojeto de lei para renovar alguns artigos do Estatuto da Criança e do Adolescente no que se refere ao direito à convivência familiar e comunitária.

O anteprojeto ficou disponível para consulta pública até o início de dezembro e recebeu muitas sugestões da sociedade civil e de organizações que atuam na garantia de direitos das crianças e adolescentes, revelando diversos pontos de vista sobre a proposta. Agora, ele segue para análise no Senado, antes de ser enviado para a sanção presidencial. As mudanças têm o intuito de esclarecer e formalizar alguns pontos com relação ao serviço de famílias acolhedoras, programas de apadrinhamento afetivo e os procedimentos de entrega voluntária e adoção, nacional e internacional. Veja abaixo alguns de seus pontos principais:

FAMÍLIAS ACOLHEDORAS: a modalidade de acolhimento familiar vira prioritária para crianças de zero a seis anos.

ENTREGA VOLUNTÁRIA: já é prevista em lei, mas o projeto coloca um prazo de 2 meses para que a mãe reclame a guarda da criança ou indique um familiar para fazê-lo. Quando ausente no momento da entrega voluntária, o pai tem o prazo de 5 dias após notificação para reclamar a guarda de seu filho.

APADRINHAMENTO AFETIVO: passa a ser previsto em lei prioritariamente para as crianças e adolescentes cujas famílias estão destituídas do poder familiar, maiores de 8 anos de idade, pertencentes a grupos de irmãos, com doença crônica ou necessidades específicas de saúde. Os padrinhos devem ter mais de 18 anos e uma diferença mínima de 10 anos com relação ao afilhado e podem ou não estar inscritos no Cadastro Nacional de Adoção.

ADOÇÃO NACIONAL E INTERNACIONAL: que atualmente tem os estágios de convivência que precedem a adoção fixados pelo Juiz a partir das peculiaridades de cada caso, passam a ter um prazo máximo padrão de 90 dias (prorrogáveis por igual período) no caso de adoção nacional e de 15 a 45 dias no caso de adoção internacional. Propõe-se, ainda, que o prazo máximo para a conclusão do processo de adoção seja de 120 dias (também prorrogável por igual período), e que crianças e adolescentes que não tenham correspondido ao perfil dos adotantes em território nacional dentro de um ano sejam encaminhadas para a adoção internacional independentemente de decisão judicial.

Para conhecer o projeto na íntegra, clique AQUI 

 

Acolhimento familiar – por um trabalho individualizado e afetivo

Acolhimento familiar – por um trabalho individualizado e afetivo

Família Acolhedora é uma das modalidades de serviço de acolhimento previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente e indicada, nesta lei e por especialistas, como prioritária em relação ao acolhimento institucional. Apesar disso, no Brasil, 96% das crianças e adolescentes acolhidas estão em instituições e apenas 4% em serviços de acolhimento familiar. Frente a este contexto, muitos municípios em todo o país estão realizando discussões sobre o tema e iniciando a implantação de serviços de acolhimento nesta modalidade.

Em 2016, o Instituto Fazendo História iniciou os acolhimentos em seu serviço de Famílias Acolhedoras, inaugurado em 2015. Unindo-se à campanha Fale Por Mim, liderada pela UNICEF (www.falepormim.org) que prevê o fim da institucionalização de bebês, o Instituto optou por acolher a faixa etária de 0 a 2 anos.

O acolhimento da criança em ambiente familiar possibilita e estimula a construção de vínculos afetivos individualizados e um atendimento personalizado, garantindo o desenvolvimento integral da criança nesse período de transição, até que ela retorne para sua família ou, na impossibilidade de isso ocorrer, seja encaminhada para adoção.

Além de executar esse serviço, a equipe do Instituto tem se dedicado a fomentar discussões e formações sobre o tema, tendo participado, em 2016, do Seminário Internacional de Acolhimento Familiar no Panamá e de rodas de conversa no Interior de São Paulo, buscando multiplicar e ampliar essa modalidade de acolhimento no Brasil.

 

Jundiaí recebe formação de voluntários do programa Fazendo Minha História

Jundiaí recebe formação de voluntários do programa Fazendo Minha História

Nos dias 11 e 18 de fevereiro, a equipe do programa Fazendo Minha História fará mais uma formação de voluntários na cidade de Jundiaí, interior de São Paulo. Podem participar interessados residentes em Jundiaí ou cidades próximas.

Para confirmar sua presença, escreva para contato@fazendohistoria.org.br